Em outubro do ano passado, após algumas pessoas sugerirem, eu decidi investigar se eu tinha TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). Com o encaminhamento do meu psiquiatra, eu consegui marcar uma Avaliação Neuropsicológica. Foi tudo coberto pelo convênio médico que tenho como benefício no meu trabalho. Minha intenção era já começar minha série de vídeos falando sobre a avaliação em si. Mas na época eu tinha que lidar com um dos grandes vilões de pessoas que tem TDAH: a procrastinação.
Mas antes de entrar no assunto principal, vou falar brevemente sobre a avaliação.
Como funciona a Avaliação Neuropsicológica para o Diagnóstico do TDAH
A Avaliação Neuropsicológica é um processo que busca analisar as funções cognitivas. No meu caso, foram cinco consultas: sendo quatro de testes e uma para receber o resultado.
Durantes essas quatro consultas, fiz diversas anamneses, feita por meio de questionários (muitos questionários) sobre questões pessoais e comportamentais. Também teve alguns testes para medir meu raciocínio lógico, linguístico, minha memória etc. Os testes foram acompanhados por uma neuropsicóloga, que era a respnsável pela aplicação do teste.
Na quinta consulta, veio a confirmação: eu tenho TDAH. É importante dizer que neste teste são avaliados vários aspectos da função cognitiva, então ele vai bem além de dar um diagnóstico de TDAH ou, até mesmo, TEA. Mas hoje vamos focar onde estava o meu maior desafio à vencer: a procrastinação.
O que é o TDAH?
O que me explicaram e que o TDAH é uma neurodivergência em que o córtex pré-frontal do cérebro não produz dopamina de forma natural como deveria.
Essa substância é essencial para o funcionamento adequado do cérebro, ajudando na motivação, foco e regulação emocional.
Sem dopamina suficiente, pessoas com TDAH buscam recompensas externas para suprir essa falta, seja através de jogos, redes sociais ou outras atividades que proporcionem uma sensação imediata de satisfação.
Vale lembrar que isto é um relato pessoal, baseado na minha experiência. No máximo, consigo dar uma introdução. Então se quiser saber mais sobre o assunto, procure um especialista.
Afinal, o que é a procrastinação no TDAH?
Muitas pessoas procrastinam, isso é um fato. Pessoas deixam de fazer uma tarefa para fazer mais tarde em outro dia… e depois vão lá e as fazem.
Mo caso de quem tem TDAH, a questão é bem mais complexa. A gente simplesmente não consegue cumprir uma tarefa até que o cérebro entre em “modo de urgência”.
Uma pessoa neurotípica consegue decidir lavar a louça depois. Mas para muitas pessoa com TDAH, pode significar que a cozinha ficará um caos por uma semana, porque nosso cérebro não consegue gerar a motivação necessária para iniciar a tarefa sem um estímulo forte o suficiente.
Medicação e a Terapia Cognitiva Comportamental
A boa notícia é que existem tratamentos para ajudar a gerenciar o TDAH. Este é um estudo que tem cada vem mais avançado.
Pessoas com TDAH podem fazer de uso de medicações prescritas por um psiquiatra. Elas atuam repondo a dopamina que o cérebro deveria produzir naturalmente. Com isso, tarefas que antes pareciam impossíveis passam a ser mais acessíveis, e a pessoa que sempre se sentiu “desorganizada” começa a se tornar mais funcional.
Vale lembrar também que cada organismo vai metabolizar a medicação da sua forma e que só tomar o remédio não resolve tudo num passe de mágica. É aí que entra a Terapia Cognitiva Comportamental.
O TCC, a grosso modo, é um tipo de terapia que te ajuda compreender e a lidar melhor com suas dificudades.
A Importância do Diagnóstico Profissional
Se você se identifica com esses sintomas, não se autodiagnostique e nem se automedique. Procure um profissional de saúde mental para realizar uma avaliação adequada.
O diagnóstico pode fazer toda a diferença. E com o acompanhamento correto, pode mudar sua vida.