Review: Jojo’s Bizarre Adventure Parte 01 até 05

Se você me dissesse a uns 10 anos atrás que eu estaria escrevendo um review de 5 partes de Jojo eu diria que nem nos seus delírios mais doces isso aconteceria, mas a vida é uma caixinha de surpresas e cá estou eu preparadíssimo para falar dessa obra que está entre nós desde 1987, um ano mais nova que eu apenas.

Jojo’s Bizarre Adventure (Jojo no Kimyō na Bōken no original) é um mangá que narra a história da família Joestar e seus descendentes em diferentes aventuras. Cada parte é uma saga que apesar de ter um leve fio contínuo, ainda assim funcionam muito bem isoladas, tendo como personagem principal um Jojo (Geralmente a união das duas primeiras sílabas dos personagens formam a palavra Jojo, mas falarei isso mais para frente). Hoje vou comentar as partes que eu já vi e o que achei de cada uma delas, então por favor tenha em mente que é só minha opinião e nada mais.

Parte 01 – Phantom Blood

Jonathan Joestar (Viram aí o JoJo hehehehe) é um afortunado jovem. Nascido em uma família rica, com pais bondosos, Jonathan é cercado de privilégios. Jonathan tem um irmão adotivo chamado Dio Brando, vindo de uma família pobre Dio é o completo oposto de seu irmão. Embora dotado de grandes talentos, Dio sempre nutriu um sentimento de inveja e cobiça para com seu irmão adotivo, mesmo que esse nada o tenha feito de mal.

Um certo dia, uma estranha máscara desperta e ao utilizá-la desperta como um vampiro, matando os pais de Jonathan e quase o matando, mas Jojo sobrevive e ao deixar o irmão adotivo semimorto ele foge. Cabe agora a Jonathan, com ajuda de Zeppelin, derrotar o irmão de uma vez por todas.

A primeira parte de Jojo tem uma mistura de tons que vão desde uma aventura épica, com frases de efeito fortes até um tom novelesco, algo meio novela mexicana em uma disputa ferrenha entre o sujeito totalmente bom e o sujeito totalmente mau por nenhum motivo muito aparente, já que ambos tiveram a mesma criação. Sendo muito sincero o tom que a história tem não me agradou e no fim assisti pensando que apesar de uma forte identidade própria, e isso me faz entender porque muita gente gosta dessa parte, ainda assim não consegui embarcar na história, o que me faz não gostar dessa parte.

Parte 02 – Battle Tendency

A história avança no tempo alguns anos após a morte de Jonathan e tem como protagonista seu neto Joseph Joestar. Ao contrário do pai Joseph tem um jeito malandro de resolver as coisas e sempre evita situações que possam ser prejudiciais para si, fugindo sem hesitar de qualquer coisa que coloque sua vida em perigo. Tudo muda quando vampiros ancestrais são despertos o que faz com que Joseph vá em busca de treinamento para detê-los de uma vez por todas.

A segunda parte de Jojo já tem um tom mais shonen de batalha, boas piadas, personagens mais carismáticos e acima de tudo, um tom menos épico e algo com mais cara de aventura. Acho que por essa coisa mais arroz com feijão eu acabei gostando mais dessa do que da primeira, embora ache que a primeira tem muito mais identidade em seu tom mais de extremos.

Parte 03 – Stardust Cruzaders

Jotaro Kujo despertou um dia com um estranho poder, um tipo de entidade conectada a ele e que atacaria qualquer coisa que tentasse algo contra ele. É então que seu avô, Joseph Joestar aparece para dizer o que de fato está acontecendo, o vilão Dio está de volta e dessa vez utilizando o corpo de Jonathan Joestar como o seu próprio. Por conta disso ele despertou em todos da linhagem Joestar o chamado Stand, e por conta disso a mãe de Jotaro corre perigo, pois seu corpo não treinado é incapaz de suportar o Stand. Agora Jotaro e seus compinchas terão de viajar até o Egito enfrentando toda sorte de perigos para eliminar Dio Branco.

Apesar de ser a primeira temporada com o que vai se tornar a cara da franquia, o Stand, foi aqui que minha experiência com Jojo azedou e azedou demais. Esse arco com os personagens com o carisma de uma porta, todos indo de insuportáveis para eu não ligo se explodir na próxima cena.

Falando um pouco mais dos personagens, Jotaro é um dos piores protagonistas da saga com tanta facilidade que só de lembrar que alguém já me comparou com ele, eu me sinto um lixo. Ele é grosseiro e estupido sem qualquer necessidade com as pessoas, trata a mãe prestes a morrer como lixo e a melhor coisa dele é o silêncio, se ele não abre a boca, eu não tenho que ouvi a próxima tosquisse que ele tem a dizer. Miraram no silencioso sisudo, acertaram no grosseiro imbecil.

O que falar dele, ele mesmo, o pior personagem de toda a saga, o cristal de burrice e ausência de carisma encapsulado, ele mesmo Polnareff! Polnareff é insuportável desde o primeiro minuto que aparece em tela. Não sei se o Araki mirou no alívio cômico burro ou algo assim, mas tudo que ele acertou foi em um personagem que constantemente atrapalha o progresso na obra e coloca os outros em situações piores. Se algo de bom fosse sair dessa saga de merda, seria a morte do Polnareff.

No mais é uma aventura extremamente cansada, sabemos o trajeto e alguns dos artifícios para prolongar a história são bons, mas o cansaço foi ficando muito claro para mim a medida que a história rolava, principalmente porque os personagens não têm lá um bom desenvolvimento, então eu não me apeguei a ninguém o suficiente para me importar. Os vilões não ajudam a melhorar em nada e tudo o que eu pedia era que o próximo episódio seguinte fosse o último porque eu sinceramente não aguentava mais. Se BT é um bom arroz com feijão, SC é o arroz e feijão podre que ficou 3 meses na geladeira e tem até mofo de tão estragado.

Parte 04 – Diamond is Unbreakable

Josuke Higashikata é um estudante comum da cidade Morioh que vive uma pacata vida tranquila, isso até o dia em que Jotaro Kujo aparece para lhe dizer a história de seu pai, ninguém mais ninguém menos que Joseph Joestar. Agora sua vida e sua cidade enfrentarão reviravoltas intensas como uma flecha que gera Stand, um assassino serial perigoso e pessoas que usam Stand para proveito próprio.

Enquanto eu passava pelo suplício chamado Stardust Cruzaders, me recomendaram pular para ver essa aqui que com certeza eu iria gostar. Geralmente eu não pulo nada, mas decidi fazer isso porque já não aguentava mais o arco passado, e posso dizer que se SC é o arco que mais detesto, esse é de L O N G E o melhor arco da franquia até os que eu vi. Em tudo que seu antecessor erra, Diamond is Unbreakable acerta com louvores. Personagens super divertidos e carismáticos? Temos. Arco principal empolgante com boas reviravoltas e uma batalha final de tirar o folêgo? Ohhh se tem. Pequenos arcos divertidos e tensos que mesmo que soem enrolação ainda assim te fazem ter prazer em ver? Tem demais. Josuke é o melhor Jojo de longe, é simples, é interessante e faz com que você queira vê-lo cada vez mais. Se por um lado Josuke é o melhor protagonista, Kira é também de longe o melhor vilão. Sem megalomania, sem pretensões divinas, tudo o que Yoshikage Kira quer é uma vida tranquila, mesmo sendo um maníaco homicida que age a mais de 10 anos na cidade sem qualquer chance de ser pego.

Destaco também os poderes que nesse arco mostram a que veio com toda a sua bizarrice. A criatividade do autor ao empregar alguns conceitos em combate está com tudo, o que torna as lutas cada vez melhores. As coisas sempre parecem mais empolgantes a cada passo que a história avança. Aqui temos o suprassumo de Jojo para mim.

Parte 5 – Golden Wind

Giorno Giovanna, filho de Dio Brando utilizando o corpo de Jonathan Joestar ingressa na máfia de Nápoles com o intuito de melhorar a cidade, mas o que ele não sabia é que os segredos que a máfia esconde o levarão a lugares obscuros e tramas sinistras.

Golden Wind é a segunda temporada que mais gostei de Jojo. Aqui os personagens brilham mais, em especial a “mamãe” Bruno Bucciarati que é um dos melhores personagens de toda a saga juntamente com Narancia Ghirga que é o meu favorito. Os mistérios são bem feitos, o ritmo não é um pouco lento em certos momentos, mas ainda é uma saga bem divertida de acompanhar.

Acho que o maior defeito é o final em que claramente o autor não sabia o que fazer e meteu um “O poder dele é algo tão incompreensível que nem ele sabe o que fez” para encerrar a trama, porém temos aqui um bom passatempo com certeza.

Considerações finais

Eu não vi e sinceramente não pretendo ver as partes seguintes, acho que cinco partes foram uma experiência Jojo suficiente para mim com seus pontos baixos e altos. Se for ver o anime saiba que as partes funcionam bem independentes e você poderá ver a que melhor lhe cabe. Se eu for recomendar eu diria 4 e 5, mas acredito que seja legal você dar uma chance para as outras já que sua opinião pode ser diferente da minha. No mais, foi mais divertido escrever isso e MUDAMUDAMUDAMUDAMUDAMUDAMUDAMUDAAAAAAAAAAAA

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