Mês do orgulho chegou, coisa linda, coisa boa, paradas por todo o país, o orgulho vencendo, LGBTQIA+ por todo o país vivendo o momento. Bom, eu não acho ruim toda essa movimentação, mas acho que precisamos de um tempero, algo para deixar a coisa mais gostosa de se ver, e talvez esse tempero seja não só o ORGULHO, mas a RAIVA.
Nesse momento eu estou ouvindo uma música chamada “Raise Hell” da banda Dorothy, na letra temos uma mensagem de tocar o terror (Uma tradução adaptada da expressão raise hell nesse caso) e mesmo que alguém pense mal, não ligamos, porque “Tocar o terror não é coisa de santos”. Infelizmente o que eu vejo em uma parte considerada das minorias é uma aceitação passiva e uma necessidade quase patológica de se adequar as regras feitas por conservadores e culpa cristã, quando a gente deveria mesmo era está quebrando todas elas uma por uma e quebrando também as elites que existem apenas para nos assolar.
O sistema não vai cair só com flores e um pedido gentil, e sim com a gente batendo de frente com cada regrinha besta que nos é ditada. Eu quero mesmo é LGBTQIA+ na rua com roupas mínimas e fazendo acontecer, mulheres mostrando os peitos para geral ver, celebrar a diversidade da maneira que a comunidade é, essa grande muvuca que abrange vários corpos, tamanhos, posturas e afins. Esse tipo de atitude é para aplaudir, não temos que nos encaixar na cultura, a cultura é que vai se dobrar e nos aceitar exatamente como somos, isso é, diversos!
E sai fora daqui com sua culpa cristã, aqui não tem espaço para essa merda não. Antes uma pessoa vista como “degenerada” porque pelo menos ela está batendo de frente de alguma forma. Mas não dá para ser só isso, precisa ser mais, muito mais e por isso digo, já que um pecado capital faz parte de nossa comunidade, vamos adicionar mais um e ir de frente contra o sistema que quer nos moldar e nos destruir e por isso que precisamos de IRA!
“Ain, mas naum pressiza ser violentu” Nem sempre, mas quando precisar VAMOS ser sim! Andem em grupos, usem coisas do chão como pedaços de pau, pedras, qualquer coisa que você possa usar para se defender e causar danos em que vier para cima. Vamos ousar contra as regras um momento de cada vez, não baixar a cabeça para idiotas caga regras que não querem outra coisa que não nos tornar “palatáveis” aos seus paladares, ou seja, higienizados, domesticados, treinados, as vezes ser violento não significa agredir fisicamente, mas agredir com ações, ultrajar, bater de frente.
E lembre-se, essa luta não é só contra a LGTQIA+fobia pessoas, é também contra capital que tenta cooptar e moldar o movimento todos os dias, e é exatamente por isso que é hora de ir para o ataque também.
Nota do Autor: Em tradução adaptada o título fica “Tocar o terror – Temos o ORGULHO e agora precisamos da IRA”
Foto de capa por Pixabay