O ESVAZIAMENTO E AS RELAÇÕES HUMANAS

Não é um texto sobre psicologia barata, nem sobre movimentos de transumância, fugas, exílios ou diásporas. Estou falando de esvaziamento intestinal. Isso mesmo. Cagar, borrar-se, pagar o dote, largar o pacote, cortar o rabo do macaco, tirar o charuto do beiço, fazer o número dois, sujar a louça, mandar um fax para o esgoto, postar a encomenda, descomer, entregar o mesmo produto da galinha que não é o ovo. Evacuar regularmente, usar o banheiro com frequência, principalmente no trabalho, pode ser resistência contra um sistema capitalista social e economicamente opressivo? Creio que não. Do meu ponto de vista, evacuar bem, pelo menos uma vez por dia, depois de uma refeição, mesmo que seja em horário de trabalho, é algo que pode maximizar a produtividade do ser humano, promovendo eficiência corporal pela saúde física, então não pode ser algo ruim para a dinâmica microeconômica do trabalho, pode colaborar com a docilidade e utilidade dos corpos. Mas pode ser um desafio aos micropoderes que regem nossos seres, seja no ambiente de trabalho ou fora dele. Para entender isso de maneira adequada, começo essa minha crônica, a partir do próximo parágrafo, falando um pouco da vida de uma pessoa em particular, após essa introdução que pode, sim, sem ofensas ao meu ofício diletante de escritor, ser considerada uma merda. Então vamos lá.

Quando Pedro era criança, teve problemas intestinais. Morando na zona rural, numa casa pobre, sua mãe se viu grávida de sua primeira irmã quando ele tinha seis meses de idade. A gravidez interrompeu a amamentação e, sem recursos avançados para a sua nutrição, ele passou a ser alimentado com mamadeiras de leite de vaca ou mingaus preparados com esse líquido roubado aos bezerros. Já Pedro respondia ao estímulo oral com outro anal. Eram fezes fétidas, às vezes líquidas, às vezes pastosas, mas muito fétidas. Não se falava, na época, em intolerância à lactose. De fato, não era. O problema era o leite, muito pesado para o intestino de um bebê humano. Era para formar ossos, dentes, chifres e pelo em animais que logo pesariam centenas de quilos de massa corpórea. Leite de vaca não se mostrara gentil com o trato gastroenterológico duma criança, então o mal-estar durou até os dentes de Pedro surgirem por completo. Por uma obra do destino, depois que passou a se alimentar de comida sólida, Pedro continuou a conviver com intestinos nervosos: cólicas, dores de barriga ao comer gorduras, doces e súbitas e constrangedoras vontades de ir ao banheiro assim, do nada. Em 50 anos de indústria vital, Pedro só teve um único caso que se lembrasse de prisão de ventre, depois de encher o bucho de queijo da Canastra, numa viagem turística para Minas Gerais. Mas só foi isso. Quando repetiu a mesma experiência, em intensidade ainda maior, não teve o mesmo azar, ao contrário, quanto mais comia, mais defecava. O caso de Pedro foi levado a médicos: exames de sangue, colonoscopia, tudo indicava nada. Pedro tinha apenas um intestino que trabalhava muito. Não era Síndrome do Intestino Irritável, mas não era algo que fosse exatamente normal para que fosse considerado comum, de acordo com a opinião do próprio Pedro. Mesmo que seus médicos dissessem o contrário.

Caso você seja o oposto de Pedro e sofra com incontinência fecal, a planta da ilustração, sene, é um poderoso purgativo. Use uma colher de chá para um copo de água quente, espere esfriar e tome, sabendo que os efeitos podem ser rápidos e constrangedores… Para créditos da imagem clique aqui.

Pedro passou a sua vida inteira invejando homens e mulheres que evacuavam apenas uma vez no dia, ou três vezes por semana, por exemplo. Seu ritmo de evacuação não só o deixava preocupado, como passou a incomodar mais gente. Primeiro porque, apesar de problemas emocionais normais, seu intestino sempre fora um relógio disparado, um cronômetro marcando o tempo de uma volta de um carro de Fórmula 1. Pedro era um cara dócil, pouco expressava nervosismo e incômodos, visto que ele tinha uma vida relativamente tolerável. Não importava se estivesse doente ou são, se estivesse convalescente ou ativo, se comesse porcaria ou se alimentasse aparentemente de mode correto, as fezes estavam ali, fétidas, abundantes. Muitas vezes seu cocô empesteava a sua casa de forma a todos reclamarem. Sua esposa constantemente fazia resenhas de seu defecar. Seu banheiro tinha três ou quatro frascos de desodorizadores de ambiente. Esses produtos eram os arautos da merda, assim como os sinais: os gemidinhos, os tapinhas no bucho, os flatos insuportáveis, o barulho da porta do banheiro, da tampa do sanitário ou da descarga. Era um sinal de alerta para todos da sua casa: “Preparai-vos para a provação!” E todos reclamavam, resenhavam a bosta de Pedro, questionavam o que ele havia comido, faziam piadas: sua esposa, seus três filhos, parentes de visita em casa. Numa reforma, Pedro construiu uma edícula no fundo do quintal de sua casa, com cozinha e uma despensa que tinha internamente um banheiro. Seria seu lugar, mas ainda assim o cheiro se espalhava e, mesmo não incomodando na sala, incomodava quem estava no quintal, criava murmúrios. No banheiro da empresa em que era administrador, todos evitavam por um quarto inteiro de hora o sanitário coletivo quando, invariavelmente, ele o visitava, pelo menos uma vez de manhã e outra à tarde. Às vezes isso acontecia mais de duas vezes, então as surpresas aconteciam. Magicamente, frascos de desinfetante, desodorizadores de ambiente ou bloqueadores de odores sanitários eram doados. O próprio Pedro os comprava para usá-los sem muito sucesso. Na empresa, ele era um administrador muito competente e de extrema confiança. O dono da empresa recebia com frequência reclamações informais e até anônimas a respeito do desempenho fecal de Pedro, mas o lucro falava mais alto. Pedro tocava a empresa como um maestro rege uma orquestra. Para tentar diminuir a reclamação chata, o chefe pedira a Pedro que pelo menos não peidasse em ambiente de trabalho. Sua sala fedia a enxofre dia sim e dia também, nem sempre seus flatos eram totalmente silenciosos, sua conduta colorretal e anal incomodava de modo a haver esse tipo de chateação constante.

Na verdade, Pedro sofria com esse tipo de assédio, mesmo sabendo que era a causa de tudo. Ouvia risadas dos colegas, muitas vezes escutava-lhes justificar jocosamente: “Depois da cagada, peça a ele o relatório”. Ou ainda: “Ele está cagando, peça ao cliente para ligar depois”. O seu constrangimento gerava momentos de raiva intensa, uma ou outra revolta pessoal. Pedro já havia se flagrado vingando-se de colegas por causa do comportamento hostil e jocoso deles, dificultando-lhes a vida no trabalho ou ainda mesmo punindo-lhes com sua autoridade de gerente. Mas isso só aumentava os comentários, o ranço dos colegas. Não se conformava com aquilo. Foi tornando-se uma pessoa mais triste nos ambientes em que deveria ser mais respeitado: seu lar e seu local de trabalho. Como não havia uma solução aparente para aquilo tudo, Pedro resolveu apelar de vez. Afastou-se de todos. Deixou de jogar futebol com os amigos, ficou ausente de casa, passava horas bebendo num bar depois do trabalho. Em alguns anos, o leve sobrepeso aumentou consideravelmente. O vício o dominara: tornara-se alcoólatra, sedentário, diabético.

A conta da saúde havia chegado. Após uns sustos com crises de pressão alta e problemas com pernas inchadas, Pedro resolveu reagir. Não poderia viver o resto da vida sofrendo de diabetes como estava, ainda mais sendo infeliz, impopular, primeiro por causa de suas malditas tripas, depois por causa de seu comportamento misantrópico e agressivo. A doença, por sua vez, deixara de ser silenciosa e o incomodava profundamente, quase que o tempo todo. Já estava indo ao médico, mas não era o suficiente. Procurou um psicólogo, passou a fazer terapia, resolveu começar a fazer atividade física e se matriculou numa academia de ginástica. Claro que essa decisão não foi tomada toda de uma vez, mas no ritmo do medo e da insegurança. Meses depois de sentir um alívio considerável dos sintomas do diabetes, ele tomou outras coragens: resolveu logo ir a um nutricionista, por insistência da esposa, tomou propósito e resolveu parar de beber, fez até promessa para o Divino Pai Eterno. Foi quando a coisa toda mudou de maneira drástica. A consulta constrangedora, a disciplina alimentar, tudo parecia muito difícil, até que tudo foi, lentamente, se encaixando. Daí uma surpresa que Pedro demorou uns dias a perceber: a dieta prescrita trouxe um equilíbrio intestinal que Pedro esperara cinquenta anos para experimentar. Seu intestino continuava funcionando com a mesma frequência, mas a qualidade das fezes melhorou. A consistência melhorara, os odores da titica e dos gases quase eram imperceptíveis ou logo passavam, depois da evacuação ou da flatulência.

Pedro, cauteloso, resolveu não cantar vitória antes do tempo, ao contrário, muito cabreiro, esperou que as coisas acontecessem naturalmente. Tinha ido ao nutricionista durante as férias de trinta dias que havia tirado na empresa. No dia em que voltou, já estava habituado, mais relaxado, tomando os remédios direitinho, mais disposto com um bom humor que espantou a todos. O corolário de sua experiência de mudança foi na mesma semana. Entrou no reservado do banheiro coletivo e se amoquecou no vaso sanitário e começou a defecar calma e maciamente, quando ouviu a porta se abrindo. Trancou instintivamente o brioco, embora já houvesse despachado o creme de avelã dentro da tigela. Por sua vez, a pessoa abriu a porta ao lado e falava algo ao telefone celular. Ouviu o barulho de zíper, o ruído do jato de urina na água do vaso, dois flatos seguidos. O colega de trabalho, reconhecido pela voz, falava com um amigo de outra empresa. Ambos iriam almoçar juntos e marcar de se encontrarem para discutir uma viagem para ambas as famílias, aproveitando os descontos de uma casa de aluguel às margens de um lago de hidrelétrica perto da cidade: uma ótima oportunidade de lazer barato. Pescaria, barracas extras, compras de supermercado foram citadas e discutidas. O zíper foi fechado, o papo transcorria apressadamente até que o colega disse que iria desligar, mandaria mensagem quando o chefe fosse ao banheiro, ele ia todo dia à mesma hora e se demorava uns dez minutos. Era o suficiente para que ele mandasse o link do site para locar o imóvel. Não queria fazer aquilo ali na frente do chefe mal-humorado. Já bastava a chatice e o fedor que o banheiro ficava quando ele o visitava diariamente na mesma hora…

Ouvindo aquilo, Pedro se sentiu envergonhado. De fato, ia ao banheiro todo dia na mesma hora, mas àquele dia, talvez por estar muito atento à hidratação, o intestino tivesse se adiantado quanto? Um quarto de hora? Olhou no relógio de pulso. Talvez fosse isso mesmo. O colega saiu, ele deu descarga, lavou as mãos. Antes o mau cheiro teria invadido o banheiro mesmo antes da descarga. No ar, ele percebia apenas leves traços do que havia ido embora em água potável (o desperdício dos desperdícios). Enfim, saiu e deixou a porta do banheiro aberta, numa atitude ousada. Ninguém foi lá fechá-la, parece que ninguém notara que ele saíra do banheiro, uma vez que a saída não era exatamente visível da área onde as ilhas da administração estavam. Passou na copa, encheu um copo plástico de café sem açúcar e chegou tomando. Ninguém parecia ter notado que ele fora ao banheiro mesmo. Na ilha ao lado de sua sala, o colega o observava. Pelo que ele disse: “Chefe, o senhor estava na copa?” Era o mesmo do banheiro. Passara incólume. Não chamara a atenção como antes. “Por que quer saber?” retrucou Pedro. “Nada não, não vi o senhor antes, estou vendo só agora…” De repente, Pedro interrompe o colega dizendo: “Pode sim procurar o link da casa para alugar, só não demora muito fazendo isso, preciso que termine a cotação que te pedi ontem até hoje na hora de irmos embora”. A cara assustada do rapaz disse tudo. Pedro não só estava dentro do banheiro, como ouvira cada palavra.

O colega e subordinado ainda ficou um tempo meio atônito. Já era nove e meia da manhã, a hora em que Pedro geralmente saia meio que correndo para o banheiro todo dia, às vezes soltando aqueles traques curtinhos, pedidos de socorro de suas pregas pressionadas por gases e fezes líquidas. Mas Pedro se sentou e confortavelmente mexeu no seu mouse, desativando a proteção de ambas as telas na sua frente. Começou a ler uma planilha, pegou o celular e ligou para o fornecedor com quem precisava falar. Foram longos vinte minutos de conversa. Depois disso, Pedro tirou de dentro de uma pequena bolsa térmica um pote de conserva com frutas picadas e começou a comê-las lentamente. O colega seguia sua mão empunhando um garfo de bolo, improvisado para aquele momento de degustação. Pedro terminou, guardou tudo e levantou, indo tomar água, enchendo um copo térmico daqueles de cerveja, tomando em pequenos goles. Nada de ir ao banheiro. O colega concluiu que Pedro estivera lá dentro enquanto ele falava mal de Pedro.

Na volta do almoço, Pedro chega do restaurante e vai escovar os dentes, um reservado estava ocupado. Ouviu uma descarga, outro colega, diferente daquele de hoje de manhã, lava as mãos e saiu. Ele termina a escovação e outro colega entrou no mesmo reservado, esse já era outro, diferente daquele que discutira o aluguel da casa de veraneio. Segundos depois Pedro entrou no outro reservado, ao lado, e defecou mais uma vez. Seu intestino não lhe dava folga desde que nascera, sabia que os sinais deveriam ser respeitados, ou a dignidade iria pela janelinha de ventilação. Mais uma vez, as fezes macias, na consistência correta, o bloqueador de odores borrifado na água, de propósito, fez com que Pedro inundasse o banheiro com cheiro de capim-limão ao dar descarga, abrindo a porta enquanto o colega, meio embaraçado, terminava de lavar as mãos, tenso, aparentemente prendendo a respiração. Pedro passa por ele e ocupa a cuba da ponta da pia coletiva, de forma que, entre a porta e o colega que secava as mãos em toalhas de papel, estava Pedro. Virando o torso para o lado do colega, Pedro o questiona sobre o término de uma tarefa que o colaborar havia começado na semana passada. O colega se vê obrigado a ficar ali respondendo, ao que Pedro continua, de propósito, a perguntar mais e mais, até que, dado por satisfeito, sai na frente. O outro sai logo em seguida e se senta. No outro dia, Pedro parado na porta da copa, ouve comentários de que o cheiro ruim do banheiro havia passado. Perguntaram o que o gerente estava borrifando na água, alguém queria comprar igual para usar no banheiro social de seu apartamento, minúsculo e com a basculante virada para dentro de uma área de serviço fechada o tempo todo. Ou seja, o fedor do banheiro acabava voltando para dentro da sala de estar, passando pela cozinha. Pedro riu-se e entrou de supetão no cômodo, dizendo a marca, mostrando os dentes numa tirada irônica. O susto das pessoas ali não tinha preço.

Com novos poderes, novas responsabilidades. Pedro passou a reclamar do cheiro do banheiro masculino, pedindo à funcionária da limpeza que verificasse pelo menos duas vezes por dia os mictórios e retirasse os papéis higiênicos usados dos cestos. Falava isso em voz perceptível, quando ela passava por sua sala. O gerente malquisto pelos colegas achou por bem começar a pegar no pé dos colaboradores, reclamando das idas longas ao reservado de celular à mão, do estado dos banheiros depois de uma manhã normal de trabalho, apelando para a educação que muitos receberam ou não dos pais enquanto moravam com eles. Pedro começou a tirania do intestino saudável. Suas idas eram rápidas, objetivas, tinha a pachorra de sair do banheiro e deixar a porta aberta após, não se contentava apenas em ostentar tripas saudáveis ou mesmo regular as mijadas e cagadas dos colegas. Pedro passou a regular as coisas relacionadas ao banheiro: a desorganização dos cestos de lixo, pias cheias de água empoçada, restos de creme dental, marcas de sujeira feita por pés onde a água espirrava, colegas que faziam xixi em pé cujas gotículas respingavam no chão. Em sua casa, Pedro passou a ser ainda mais abusado: cagava de porta aberta em todos os banheiros da casa, peidava enquanto seu traseiro passava na altura dos rostos de quem estava sentado vendo televisão na sala, além de reclamar em voz alta da higiene dos reservados. O corolário foi numa festa de família, quando a sua esposa, numa dessas conversas nonsense sobre a dinâmica doméstica cotidiana, elogiou a conduta de Pedro no banheiro, pois fazia xixi sentado e sempre higienizava o vaso após usá-lo para os devidos fins. Pedro afirmou que seu vaso era tão limpo que seu cunhado predileto, aquele que com certeza era o mais chato, poderia comer canjica servida na bacia sanitária, que seria menos contaminante que comer nos pratos da casa da sogra, mãe da esposa de Pedro.

Subindo no conceito de todos, com intestino regenerado, Pedro também não mais bebia e levava a sério o tratamento para o diabetes, comendo nas horas certas, em quantidades prescritas. Um verdadeiro e disciplinado senhor de cinquenta e tantos anos. Sua aparência era boa, sua pele viçosa, hidratada, seu intestino regular, apesar de extremamente ativo, deixava-o bem. Os intestinos, dizem, são nosso segundo cérebro. Talvez devêssemos seguir o exemplo de Pedro e melhorar nossa evacuação, isso poderia melhorar a humanidade. Quem sabe não é o passo que faltria ser dado em prol da paz de espírito que precisamos desenvolver? Somente com essa paz, oriunda de nosso perfeito peristaltismo, é que poderíamos pensar na proposta de um mundo melhor, com justiça ambiental, social, econômica e política. Pedro não pensava nisso, passando na porta de uma loja de produtos naturais, entrou a comprar uma quantidade de Psyllium que dava para consumir no mês inteiro, uma garrafa de água mineral com gás que começou a consumir ali, na fila do caixa e foi para casa, hidratado e investindo na sua saúde entérica e pensando em coisas boas. Talvez isso seja o diferencial que precisamos em nossas vidas, não é Pedro?

Por Alex Mendes

para sua coluna CECI NE PAS UN AUTEUR

Foto de capa: Imagem de Bishnu Sarangi por Pixabay

Uma resposta

  1. Dado aos meus problemas com o tema do texto, eu li porque fiquei muito curioso sobre o final, gostei bastante, embora o assunto seja uma merda… literalmente kkkkkkkkkkkkkkk

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *