Com Amor, Simon

Confissões de adolescentes ou como se assumir no Ensino Médio…

Hoje não quero indicar um filme que faça pensar muito. Quero algo leve. Algo que possa indicar para todos os jovens/adolescentes que se sentem perdidos ao se descobrirem, sem encontrar muita representatividade na TV ou no Cinema. Pensando nisso resolvi falar sobre “Com amor, Simon!” que é lançado em DVD e Blu-ray agora no mês de novembro aqui no Brasil, mas que já vinha sendo exibido na TV a cabo.

Na década de 80 tínhamos os típicos filmes do grande diretor John Hughes sobre o universo adolescente, que quase sempre tinham o mesmo enredo, mas que se tornaram clássicos para a geração X como por exemplo “Gatinhas e Gatões”, “O Clube dos Cinco” e “A Garota de Rosa-Shocking”. O único problema é que os filmes das décadas de 80 e 90 não traziam um protagonista LGBTQIA+. “Com amor, Simon!” fez a diferença para os jovens de hoje como sendo o primeiro romance adolescente LGBTQIA+ trazido por um grande estúdio de cinema e que uma onda de outros filmes, assim como ele, venha a somar.

Ok, nesse momento eu já sei que você, que está lendo esse texto e que por um acaso já tenha assistido ao filme, vai dizer que ele é fraquinho, que poderia ter se aprofundado mais em toda uma gama de possibilidades de discussão que poderia gerar, mas ele cumpre com o que promete. Ele nos mostra que a descoberta do amor é um passo difícil e confuso em qualquer orientação sexual.

O Ensino Médio é uma época bem complicada da nossa vida escolar. Eu, por experiência profissional, posso dizer que não é tão fácil para ninguém. É lá que vamos encontrar o nosso protagonista, Simon Spier (Nick Robinson), jovem extremamente reservado que esconde um segredo da família e dos amigos. Nesse ponto é claro que você, querido leitor, já sacou que o segredo de Simon é justamente sobre a sua identidade sexual: Simon é gay!

As coisas vão se complicando quando Simon se dá conta de que está apaixonado por BLUE, um contato virtual anônimo que estuda na mesma escola e que acabou de se assumir, com quem troca mensagens e confidências diárias. Simon quer e precisa descobrir a verdadeira identidade de BLUE! Uma série de situações vão se desenrolando durante os 110 minutos do filme, mesmo porque Simon está longe de ser o personagem perfeito e sem falhas. Ele e seus amigos vão se enrolando em confusões com a família e na escola trazendo uma dinâmica interessante para o enredo. “Com amor, Simon!” acaba por se tornar interessante para todos os tipos de público. Todo mundo consegue se sentir representado em algum dos personagens que vamos conhecendo pelo caminho nas suas situações cotidianas.

Com elenco jovem e promissor, trilha sonora gostosinha de ouvir e uma direção certeira de Greg Berlanti (para minha galerinha geek se situar, ele é o produtor das séries do Arrowverse do CW). O filme é baseado no livro “Simon vs. the Homo Sapiens Agenda” escrito por Becky Albertalli e que já foi lançado por aqui. Aproveito para indicar a leitura que, assim como o filme, é uma experiência cativante.

“Com amor, Simon!” é um filme leve, daqueles que você assiste e sai com esperanças de encontrar o par perfeito, de ter amigos de verdade e que tudo de ruim sempre pode ser sobrepujado. Acredito que seja exatamente o que precisamos assistir em um ano de distanciamento social e de medo. “Com amor, Simon!” representa dias melhores para todos.

Fotos

Ficha Técnica: Com amor, Simon

Título Original: Love, Simon (IMDb)
Direção: Greg Berlanti
Roteiro: Isaac Aptaker e Elizabeth Berger
Elenco: Nick Robinson, Josh Duhamel, Jennifer Garner, Katherine Langford
País de Origem: EUA
Ano de produção: 2018
Duração: 110 min
Gênero: Romance, Drama
Distribuidora: 20th Century Fox

Poster do filme Com Amor, Simon

Trailer

Por Alexandre Stábile
para a coluna Meu Mundo na Tela.

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4 Replies to “Confissões de adolescentes ou como se assumir no Ensino Médio…”

  1. Às vezes é exatamente isso de que precisamos, algo leve, que nos faça nos entreter sem grandes cobranças.
    No momento em que o mundo vive, e nós dentro dele, necessitamos viver sem necessariamente surtarmos ainda mais diante do que nos rodeia, a leveza e descontração de um bom filme acaba servindo como antídoto contra as mazelas que assistimos na tv e também no que nos bombarfeia em todas as mídias.

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