Boletim Pró-Diversidade

Coluna Rapha Bueno

Raphaelly Bueno

Calma, tudo ficará bem

O pior temor de um homem, depois de não ter ereção, claro, é ficar careca. Calvo, cabelo ralo, carecão, carequinha, não importa! Quando o cabelo começa a cair, o coração fica num aperto. É quase como a nostalgia de uma infância perdida.
Nossas mães vão dizer: logo passa, é normal homem ficar calvo! E pensaremos, então, porque as novelas ficam esfregando em nossa cara aqueles atores de cabelos bastos? É genético, seu pai também era, aliás, seu avó também era! Acho que o antepassado dos calvos e carecas era uma bola de boliche ou algo redondo e sem pelo.
Iremos sempre culpar os neandertais, pois a culpa de queda do cabelo é deles. Somos solidários uns com os outros. Não questionamos a calvice do outro e fazemos piadas com isso para amenizar. Quando saimos na rua, o vento é um beliscão de lembrete que seus cabelos não seram balançados pela brisa. Não faremos comercial de xampu, claro está, mas sempre sentiremos aquela sensação de algo perdido quando passarmos pelo corredor dos cosméticos. Mas dane-se, porque é dos carecas que elas gostam! Elas quem? As pessoas em geral.
E por mais que adiamos até não ser mais possível, por mais que tentamos negar, não haverá jeito. O destino é taxativo, assim como o acaso espreita pela vida, aqueles predestinados a calvice, ficarão. Mas sempre teremos na lista dos carecas pessoas de peso, que levantam a moral daqueles desprovidos de cabeleira. Vin Diesel, Anderson Silva, Carlos Drumond de Andrade, Allen Ginsberg, Ariano Suassuna e tantos outros.
No final é inevitável. Somos carecas, calvos, carequinhas. Iremos sempre recorrer a um gorro para proteger nossa cabeça do frio. Não bateremos mais cabelo nas boates (essa é para os gays). Darão uma idade superior a que temos. Mas se a ereção não for afetada, está tudo bem. Tudo sempre fica bem.

Deixe um comentário