Boletim Pró-Diversidade

A igualdade que queremos!

 

Professor Alexandre de
Almeida

Como sabemos, no mês de março comemora-se o dia internacional da mulher, o dia 08 de março que tem origem na luta de tecelãs de uma fábrica de Nova Iorque que em 1857 fizeram uma grande greve para exigir melhores condições de trabalho. Ao ocuparem a fábrica, as mesmas foram trancadas em seu interior e consumidas por um incêndio intencional. Em 1975 a ONU tornou a data símbolo da homenagem à luta das mulheres de todo o mundo por melhores condições de vida e de trabalho. A data é utilizada em vários países para a realização de conferencias e discussões sobre o papel da mulher no mundo e na sociedade.

No Brasil, a mulher ainda luta contra a violência doméstica, uma chaga nacional. A lei Maria da Penha, importante instrumento jurídico de resistência contra essa triste realidade, ainda parece insuficiente, tamanho o número de mulheres que são espancadas ou mortas por seus “companheiros”. Não é suficiente o número de abrigos onde a mulher possa receber auxilio e proteção contra a violência. Os mecanismos públicos de proteção que impedem que as mulheres venham sofrer violência acabam sendo inócuos.

No entanto, muita coisa já mudou para melhor. As mulheres já são maioria nas universidades e hoje a população feminina têm mais anos de escolaridade que a masculina. Porém, a remuneração das mulheres é menor que a dos homens em todas as áreas de trabalho, uma desigualdade a ser superada.

Desde a eleição da primeira mulher a deputada federal, a médica paulista Carlota Pereira de Queirós, o que só foi possível graças a uma reforma no Código Eleitoral implantado pelo ex-presidente Getúlio Vargas, através do Decreto-Lei número 21.076 de 24 de fevereiro de 1932, o número de mulheres na política aumentou sensivelmente, após a implementação das cotas de gênero, prevista na Lei 9.504/97, mas ainda estamos aquém de atingir a igualdade entre homens e mulheres na vida pública.  Se por um lado temos uma mulher na presidência do país, dos 27 governadores de Estado, apenas duas são mulheres, dos oitenta e um senadores da Republica, onze são mulheres e dos quinhentos e treze deputados federais no congresso, apenas 47 são mulheres.

É importante que a mulher se interesse mais pela política, pois somente através da sua atuação é que conseguiremos diminuir as desigualdades entre ambos sexos e fazer com que elas tenham o respeito e a dignidade a que são merecedoras. Lugar de mulher é na escola, nas universidades, na política e onde mais quiserem estar.

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